CPTS ou MCCI – qual melhor fundo de CRI?

O maior segmento do IFIX hoje são os fundos de recebíveis. Tanto é que há muitas dúvidas na hora de se escolher um fundo, sendo importante uma comparação entre eles. Hoje, vamos analisar os fundos CPTS e MCCI. 

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Pontos em Comum

Ambos são fundos de recebíveis imobiliários, administrados pelo BTG Pactual e voltado para investidores em geral. 

Posso citar o fato de ambos terem FII no portfólio uma característica em comum. No entanto, tal comparação não seria correta. Afinal, o CPTS tem ⅓ de seu portfólio alocado em fundos imobiliários, enquanto o MCCI não chega a ter nem mesmo 3%. 

O puro sangue

Logo, podemos afirmar que o fundo MCCI é um FII de papel puro sangue, alocando um pequeno percentual de seu patrimônio em outros fundos imobiliários. 

MCCI11 – Fonte: Relatório Gerencial

Destacamos que os fundos que compõem a carteira são todos de recebíveis. Posso concluir, portanto, ser essa uma estratégia utilizada muito mais por ter visualizado no momento da alocação, uma oportunidade.

Acrescentamos, ser a carteira do fundo formada por tão somente 3 ativos, quais sejam, HGCR11, FLCR11 e VGIR11. Juntos, representam um dividend yield médio de 9,4%. 

O fundo “híbrido”

Por sua vez, a FII gerido pela Capitânia tem uma estratégia mais híbrida, sendo que ⅓ de seu patrimônio está alocado em outros fundos imobiliários, enquanto o restante em CRI’s. 

Trata-se de uma estratégia interessante, com mais liberdade para o gestor obter ganhos de capital, especialmente quando consideramos a liquidez dos CRI’s no mercado secundário. 

Inclusive, quando analisamos a DRE do fundo, praticamente 50% dos rendimentos advindos de Fundos Imobiliários são fruto de ganho de capital. Essa proporção é melhor quando olhamos para os CRI’s. 

Devemos parabenizar a Capitânia. Poucos são os gestores que apresentam os preços médios dos fundos imobiliários que compõem o seu portfólio. Essa informação está clara nos relatórios do fundo CTPS11. 

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Os principais números

Com mais de cinco anos no mercado e um patrimônio líquido superior a R$1 Bilhão, o CTPS11 conta hoje com quase 70 mil cotistas. Sem taxa de performance, cobra uma taxa de 1,05% ao ano do valor de mercado, quantia que é rateada entre gestão, administração e escrituração. 

Por sua vez, o MCCI11, fundo mais novo aqui analisado, tem a metade de cotistas, com um patrimônio pouco menor, quase chegando a R$1 Bilhão. O fundo cobra 1% ao ano sobre o patrimônio líquido referente à taxa de gestão e administração, além de 20% sobre o que exceder a 100% do CDI. Não há no relatório gerencial informação quanto ao escriturador. 

Considerando o preço de mercado, o fundo CTPS entregou um retorno maior para seu cotista, com um dividend yield de 12,6% contra 8% do MCCI. 

A carteira do MCCI11

Somente com cotas sênior e única em seu portfólio, o fundo MCCI11 tem uma exposição maior ao IPCA com boas taxas de retorno e uma duration média de 5 anos. Fazendo com que, em tese, a cada ano o gestor tenha que renovar 20% de sua carteira, um número saudável. 

Importante destacarmos o ponto do fundo ser o cotista majoritário na maioria dos títulos que tem em sua carteira, além disso, traz um LTV médio de 52%, não sendo superior a 80% em nenhum CRI. 

O fundo deixa claro em seu relatório, ainda, que a maioria dos CRI’s da carteira são decorrentes de originação/estruturação própria, característica importante a ser observada em um fundo de recebíveis. 

Com maior exposição ao segmento logístico, o fundo apresenta uma boa diversificação no que tange aos segmentos, indexador e região das garantias. 

MCCI11 – Fonte: Relatório Gerencial

Por falar em garantias, os CRI’s que compõe o fundo apresentam um boa estruturação, como podemos verificar no resumo apresentado no relatório gerencial. 

A carteira do CTPS11

De início, percebemos que o fundo CTPS11 está fazendo uma alteração em sua carteira, buscando uma redução de risco, diminuindo sua exposição a CRI’s de loteamento. 

CPTS11 – Fonte: Relatório Gerencial

Com uma carteira mais pulverizada. O CTPS11 apresenta uma duration média de 4,5 anos e um LTV de 43,2% e uma maior exposição ao IPCA, assim como o MCCI11. 

Além do mais, é de conhecimento público e notório que a Capitânia tem um poder de originação/estruturação interessante, o que traz bastante ganho de capital para o fundo. 

Conclusão

Gostei muito do que eu vi aqui e da provocação realizada pelo nosso leitor. Não havia antes escrito artigos comparando um fundo com o outro e, sinceramente, gostei da experiência. 

Qual é o seu preferido? Eu tenho o meu. 

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